SOBRE

Festival do Minuto

Criado no Brasil em 1991, inspirou a criação de festivais do minuto em mais de 50 países. A partir de 2007, o Festival tornou-­se permanente e on-line, passando a realizar inúmeros concursos no decorrer do ano.

O acervo conta com vídeos de diversos realizadores e artistas: Carlos Nader, Anna Muylaert, Fernando Meirelles, Beto Brant, Tata Amaral, Kiko Goifman, Walter Carvalho, entre outros.

O Festival do Minuto poderia também ser chamado do festival da ideia ou da síntese. Sua única regra é a limitação do tempo. Independente dos equipamentos utilizados, o Festival sempre valorizou a dinâmica e a inteligência da narrativa apresentada. Além de milhares de vídeos vistos e recebidos pela internet, a Mostra dos Melhores Minutos do ano é exibida em mais de 200 equipamentos culturais de todos os estados da federação, sendo 47% fora da região sudeste.

Minuto Escola

O Minuto Escola foi realizado no estado de São Paulo em 2010 e 2012, com o apoio da Secretaria Estadual de Educação. Nas duas edições recebemos 945 vídeos. A partir dessa experiência, muitos alunos passaram a se interessar e se dedicar ao audiovisual, alguns inclusive como opção profissional.

Em 2012 foi realizada a primeira edição do Minuto Escola Tocantins, também com o apoio da Secretaria de Educação do Estado de Tocantins. Esse evento contou com forte participação de comunidades e escolas indígenas.

Em 2016, o projeto foi realizado em parceria com as secretarias municipais de Cultura e de Educação. E agora em 2018 vamos repetir a iniciativa, oferecendo quatro turmas com 50 professores cada.

Alguns aspectos do curso:

  • Facilidade de produção: qualquer pessoa pode produzir um vídeo de até um minuto. O uso de celulares e câmeras simples está ao alcance de boa parte da população, e softwares de edição gratuitos permitem a edição de imagens, sons e efeitos. Também se encontram disponíveis na internet áudios e imagens gratuitos para a composição de efeitos e trilhas sonoras. Fazer um vídeo de até um minuto, tecnicamente, é fácil e não custa nada.
  • Estímulo ao olhar crítico: nosso mundo é pautado pelo excesso de informação, entender como funcionam os processos imagéticos é fundamental para jovens terem um olhar crítico. Ele deixa de ser um espectador passivo e torna-se um espectador reflexivo.
  • Rapidez de consumo: para a geração que nasceu em um mundo já digitalizado, em que as atenções e interesses se dispersam facilmente, o formato curtíssimo é ideal. Além de chamar a atenção, ele pode ser exibido em diversas plataformas.
  • Diversidade de temas: o acervo é ideal para que professores e alunos discutam temas em sala de aula, ou então adotem o formato como trabalho em grupo. Isso significa que ele pode ser usado na escola dentro do programa de qualquer disciplina.
  • Trabalho em equipe: fazer vídeos é um processo criativo que requer saber ouvir e compartilhar ideias, além de organização. Nesse processo, são estimuladas as relações em sala de aula, seja entre os próprios alunos como colegas, como entre alunos e professores, aproximando-os por meio de uma atividade diferente e divertida.

 

Quem faz o projeto Minuto Escola:

MARCELO MASAGÃO

Nasceu em São Paulo em 1958. Pesquisador de imagens. Estudou Psicologia e História. Criador da TV CUBO e Rádio XILIK (1985), é coautor do livro Rádios Livres, a Reforma Agrária no Ar (Brasiliense, 1986). Realizou exposições como artista plástico, entre elas Adote um Satélite (1989) e VideoBrasil no MIS – SP. Criador e curador do Festival do Minuto desde 1991. Realizou filmes de curta e longa-metragem, entre eles Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (1999) , Um pouco mais um pouco menos (2001) e Ato, Atalho e Vento (2015).

MOIRA TOLEDO

Moira Toledo é bacharel em  Cinema pela FAAP-SP/2002, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP/2004, doutora em Ciências da Comunicação pela USP-SP/2010 e pós-doutoranda em Educação pela UFRJ/ 2013-2016. Dirigiu curtas-metragens ficcionais, além de programas documentais e médias-metragens para TV Cultura. Atua há mais de 15 anos desenvolvendo e coordenando projetos de educação audiovisual para crianças e jovens, e de formação de professores para o uso do audiovisual na educação formal. Atuou como presidente do júri do Festival de Cinema Latino de Toronto, e das comissões de seleção do VAI 1 e 2, dos Festivais de Curtas de SP (Kinoforum), Claro Curtas e Entretodos.
Atualmente é palestrante do Festival do Minuto, professora das disciplinas “Direção do Filme”, “Documentário” e “Crítica em Comunicação” na FAAP e desenvolve o projeto de seu primeiro longa-metragem (Cecília em Duas Estações), premiado pelo PROAC 2014.

 

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